Eu joguei em 2006 em Caracas, na Venezuela, pela
Libertadores, quando o Rogério estava servindo
à Seleção Brasileira. Com certeza o jogo de
Libertadores é um jogo especial
BOSCO, goleiro do São Paulo, que, hoje, enfrenta o
Independiente de Medelín, na Colômbia, no lugar do capitão Rogério Ceni
Está chegando de mansinho a Porto Alegre o atacante argentino Maxi López para se integrar ao Grêmio e estar entre os inscritos para a Libertadores. Chega a ser comovente o esforço da direção gremista para reforçar o seu time diante do campeonato sulamericano, que começará na próxima Quarta-feira de Cinzas. O Grêmio estreará no Olímpico contra o Universidad do Chile e poderá ter esse argentino em campo.
Herrera, Maxi López, Jonas, Alex Mineiro. Se o Grêmio tivesse esses atacantes em 2008 teria sido campeão brasileiro sem dúvida alguma, pois todos diagnosticavam a falta de atacantes. Grêmio tinha Marcel e o uruguaio Morales, que absolutamente não corresponderam às expectativas dos torcedores. Dizem algumas pessoas que estamos diante de um ótimo jogador, o Maxi lópez. Espero que seja e que o treinador gremista, enfim, confirme que o Grêmio jogará com dois avantes, no mínimo, na copa Libertadores da América.
O Grêmio que vinha jogando com seis na meia cancha e não vinha fazendo gols. No Gre-Nal não fez gol com seis na meia cancha, contra o juventude não fez gols com seis na meia cancha e só veio a fazer gol no Gre-Nal e contra o Juventude, e também contra o Avenida, quando colocou dois atacantes, no mínimo.
Meus companheiros do Sala de Redação constataram que não existe no mundo nenhum time que jogue apenas com um avante. Tomara que o treinador gremista faça um bom time e que o Grêmio tenha a possibilidade de transmitir a sua torcida grandes alegrias na Libertadores!
O Palmeiras não teve um bom início na fase de grupos da Taça Libertadores das Américas.
Foi em Quito, no Equador, e perdeu para a atual campeã, LDU, por 3 a 2.
Uma derrota que pode ser entendida pela dificuldade de se encarar a altitude, mas que também contou com a desatenção da zaga palmeirense em dois dos três gols.
Hoje à noite será a vez do Sport Recife, também no Grupo 1, jogar contra o Colo Colo, do Chile, em Santiago.
E pelo Grupo 4, o São Paulo fará sua estréia diante do Independiente de Medelín, da Colômbia, no Morumbi.
Que os brasileiros de hoje tenham melhor sorte que os de ontem.
Eu era bem pequenininha quando o Bahia foi bicampeão brasileiro de 1988, já em fevereiro de 1989. Bem, eu não era exatamente um bebê, mas também não me lembro de muita coisa. Torcedora do Bahia doente, minha mãe foi assistir o primeiro jogo da final contra o Internacional na Fonte Nova enquanto eu e meu irmão ficamos em casa com meu pai. Não, você não leu errado. Aqui em casa, minha mãe é a dona da bola e eu e meu irmão brigamos, no bom sentido é claro, para receber o valioso passe dela. No jogo final, todo mundo gritava (acho que de tensão), mas eu, como era a menorzinha, fiquei sem entender muita coisa. “Ué? Mamãe me ensinou que pra ganhar tem que ter grito de gol”, devo ter pensado. Só fui compreender o sentimento daqueles tricolores quando o meu time foi campeão brasileiro (pela terceira vez) e já tinha idade e paixão suficiente para sentir o que é impossível de se descrever.
O Campeonato Brasileiro de 1988 foi a primeira e única vez na história que a decisão do título se polarizou entre as regiões do Nordeste e Sul e apenas a segunda em que não houve participação de equipes paulistas ou cariocas. Além desta decisão entre Bahia e Internacional, apenas Cruzeiro e o mesmo Internacional duelaram pela taça em 1975. E estou incluindo aqui não só os campeonatos onde houve um confronto decisivo final (1972 a 2002), mas também as competições disputadas por ponto corrido. A partir de 2003, deixou de existir o mata-mata, mas estou considerando as duas primeiras classificações.
Nunca uma final nacional ligou pontos tão distantes do Brasil. Mais de 3000 km de muita estrada e paixão entre Salvador e Porto Alegre que elevou o Bahia a um novo patamar. O tricolor, na época, já era um time absoluto em nosso estado. Já havia sido heptacampeão baiano e já era dono de milhares de corações. Mas fora da Bahia e do Nordeste, não era muita coisa, apesar da façanha, em 1959, quando foi campeão da Taça Brasil, uma espécie de primeiro rascunho da competição nacional, contra o Santos de Pelé. Isso mudou para muita gente naquele campeonato de 1988. Infelizmente, eu não pude acompanhar a surpresa do Brasil depois que o tricolor baiano, desacreditado por muitos, desbancou o Fluminense na semifinal. Também não pude assistir a elegância e os gols de Bobô na histórica partida da Fonte Nova. Muito menos a aula de disciplina tática no empate final em Porto Alegre. Só sei que em 1989, o carnaval em Salvador, ao menos para os tricolores, durou o ano todo. Porque é muito bom festejar e dizer “eu sou campeão”. Melhor, é realmente impossível!