Não era o objetivo do Real Madrid vender jogadores, pois
não precisamos de dinheiro, mas por razões de índole humana e
desportiva, decidimos que era o melhor
RAMÓN CALDERÓN,
presidente do Real Madrid, sobre a saída do meia Robinho, que pretendia ir
para o Chelsea e acabou no Manchester City
PALMAS PARA CESAR CIELO!
Ontem à tarde, no Corinthians, foi disputado o Troféu José Finkel de natação.
O campeão Olímpico em Beijing, Cesar Cielo esteve por lá para prestigiar os colegas de piscina.
Na entrevista coletiva, Cielo pediu à imprensa que não associe a conquista dele à CBDA (Confederação Brasileira de Desporto Aquático).
E a razão é mais que compreensível, como você poderá ver nos trechos recortados da matéria assinada por Fernanda Brambilla, do UOL Esporte.
"A rusga de Cielo com a CBDA teve seu ápice neste ano, quando alguns atletas foram se encontrar com o presidente Lula em evento promocional antes dos Jogos Olímpicos, na mesma época da renovação do patrocínio da Confederação com os Correios.
Cielo não compareceu porque estava treinando em Auburn (Estados Unidos), atitude bastante criticada pela cúpula da CBDA. "Na época o Coaracy [Nunes, presidente da CBDA] ficou ligando para os meus pais e queria que eu largasse tudo para ir ao evento", reclamou o nadador, que manteve a decisão de não ir".
(...)
"Eles ficaram loucos quando eu decidi ir treinar fora. E quando eu não vim para o Troféu Maria Lenk antes do Pan, foi outra chuva de reclamação. E olha que eu nem tinha mais patrocínio. Mas tive que escutar...", lembra Cielo. "A Confederação é assim. Quando está descontente, liga para os meus pais cobrando, liga pra mim. Eu nunca vi dirigente ligar para atleta para reclamar. Até meu técnico (Brett Hawke) comentou que era uma atitude estranha."
Como se vê, Cielo tem razões de sobra para treinar fora, longe de dirigentes que adoram oba-oba e aparecer em festas e nas fotos... Escrito por Persio Presotto às 12h17
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O QUE DIZER MAIS?
A 24ª rodada do Campeonato Brasileiro começa nesta noite.
Teremos quatro jogos.
O Santos, na Vila Belmiro, recebe o Vitória; o Goiás, no Serra Dourada, encara o Atlético-PR; no Mineirão, tem Atlético-MG e São Paulo. E, para encerrar, o Figueirense, no Orlando Scarpelli, joga com o Flamengo.
Fui há pouco no Blog do Juca Kfouri para ver se encontrava uma inspiração para falar de alguma dessas quatro partidas!
Em vão!
Nem ele, com o otimismo que o caracteriza, teve motivação para tratar desse início de rodada.
Normal...
O futebol brasileiro está em queda, quase na beira do abismo, para não dizer que já está dentro dele.
Confiar na Seleção Brasileira é algo que definitivamente não é possível.
O líder do Brasileirão, como bem disse Kfouri, não é de encher os olhos.
Joga o suficiente, de acordo com a regra e a tabela!
Só!
No mais, temos Robinho, o moleque que não inspira as crianças, por ser sinônimo de irresponsabilidade!
Faltam 15 rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro.
São 45 pontos em disputa para cada uma das 20 equipes.
E desses 20 times, apenas dois têm reais chances de erguer a taça na primeira semana de dezembro: Palmeiras e Grêmio.
Fui verificar os jogos que ainda serão disputados por alviverdes e Tricolores, a fim de fazer uma comparação e ter uma idéia quanto às chances de cada um.
O equilíbrio existe!
Eles têm 10 adversários em comum, sendo que desses, 7, nas mesmas condições.
Para melhor explicar: Palmeiras e Grêmio jogarão em casa contra o Sport Recife, o Goiás, o Atlético-MG e o Botafogo; e como visitante, contra o Fluminense, o Cruzeiro e o Vitória.
Nos outros 3 jogos, há a diferença quanto à localidade.
O Palmeiras enfrentará o Santos na Vila Belmiro, enquanto o Grêmio receberá o Peixe no Olímpico; o Palmeiras vai ao Orlando Scarpelli pegar o Figueirense, e o Grêmio, de novo no Olímpico, terá pela frente a equipe catarinense; o Palmeiras, agora no Palestra Itália, jogará com o Ipatinga, já o Grêmio, irá ao Ipatingão para, quem sabe, consquistar mais 3 pontos.
Embora exista uma aparente vantagem para o Grêmio, por jogar em casa contra Santos e Figueirense, o perigo não se faz presente.
O que poderá interferir, a meu ver, são os quatro jogos que eles não têm em comum, além, é claro, do confronto direto, marcado para o dia 9 de novembro, no Parque Antárctica, pela 34ª rodada.
Confira:
Palmeiras - Vasco (casa), Náutico (fora), São Paulo (casa), Flamengo (fora);
Grêmio - Atlético-PR (fora), Internacional (fora), Portuguesa (fora), Coritiba (casa).
Como se vê, as chances do Palmeiras conseguir tirar a diferença de 5 pontos (48 a 43) estão nesses duelos.
Se levarmos em conta que o alviverde palestrino tem sucesso em casa e não fora dela, a oportunidade do xeque-mate é mais que existente.
NO CLÁSSICO CARIOCA, UM FLA-FLU PRÁ LÁ DE ANIMADOR!
Por RICARDO TYMMANN
Até que enfim um grande Fla X Flu! Aliás, um verdadeiro clássico, monumental clássico, precedido de muita expectativa por causa das formações das duas equipes. Sim, porque nos jogos anteriores ocorridos neste 2008 entre os dois, o que vimos foi um xiste deste embate histórico, já que ambos, nas ocasiões, se utilizaram de reservas e juniores.
No que se refere a Campeonato Brasileiro, os resultado de empate não mudou em coisa alguma a colocação da dupla na tabela, mas os mais de 60 mil presentes no Maraca, neste último domingo, puderam presenciar uma peleja bem próxima daquela descrição inusitada do ilustre tricolor Nélson Rodrigues: "o Fla X Flu começou 40 minutos antes do nada...". Esse Fla X Flu, especificamente, começou 40 minutos antes do nada. Meia hora, talvez...
Se não pudemos contar com o glamour que cercava a partida nas épocas de Dida, Bigode, Liminha, Zico, Rivellino, Pintinho, Pinheiro, Edinho e tantos outros, ao menos vimos um futebol aguerrido, de alguma beleza plástica, de jogadas bem trabalhadas, de gols inesquecíveis e de muita emoção para os dois lados. Até os últimos minutos.
O Mengo, melhor na maior parte do jogo, buscava o gol insistentemente, mas o Fluzão, em contra-ataques, infernizava a meta defendida por Bruno. E num chutaço de Darío Conca de fora da área, após má rebatida de Jaílton, volante rubronegro, o Tricolor fez 1X0! GOLAÇO, AÇO, AÇO, AÇO, como narrava o flamenguista Jorge Cury, nas décadas de 60, 70 e 80.
O equilíbrio no primeiro tempo de jogo vinha se mantendo, mas em jogadas bem tramadas de ambos os ataques, volta e meia uma bola sobrava para um atacante diante dos goleiros. E Washington, depois de ótima deixada de Conca, bateu por cima do travessão do Urubu, perdendo a oportunidade de fazer 2X0.
Mas o Mengão não desistia, tanto assim que, em jogada confusa, onde um zagueiro tricolor, o veterano Roger, falhou, Marcelinho Paraíba empatou a partida. Na origem do lance, o goleiro Fernando Henrique espalmou mal uma bola em seu canto esquerdo (dava para ele segurar), que sobrou para o bom Léo Moura cruzar. Roger cortou para trás, de cabeça, e a pelota ofereceu-se ao estreante meia Everton, advindo do Paraná Clube e ótima surpresa para os rubronegros, que rolou para a área e Marcelinho, meio sem querer, marcou.
Na verdade, o 1X1 fazia justiça ao Flamengo, que já começava a esboçar melhor entrosamento, fato comprovado durante toda a partida.
No Flu, a zaga falhava em lances capitais e FH via de regra se via diante de um atacante rubronegro. Num dos últimos ataques do Fla, o ótimo zagueiro tricolor, Thiago Silva, se enrolou e a bola caiu nos pés do cadeirudo Obina, que isolou diante do goleiro do Fluzão.
O segundo tempo começou equilibrado também, mas o Fla tinha mais posse de bola e rondava a área tricolor com mais incidência. O Nense carioca apostava ainda em seus contra-ataques, mas o meia-atacante Everton Santos, teoricamente um dos reponsáveis em puxar tal jogada, estava e está devendo: ele corre muito, se entrega, de fato, já caiu nas graças de Cuca, mas não vem demonstrando a desenvoltura dos tempos de São Caetano e Corinthians.
Cuca tirou o lateral Eduardo Ratinho e pôs o jovem Tartá, o que melhorou o setor ofensivo tricolor, mas expôs um pouco mais seu sistema defensivo; e Caio Júnior, do Fla, fez estrear o argentino Sambueza, colocando-o na vaga do extenuado Everton.
Antes disso, o volante tricolor Maurício, cobrado ao extremo pelo treinador do Flu à beira do campo, arriscou de longe e surpreendeu Bruno, que falhou. O goleiro rubronegro tentou defender o disparo com os olhos, mas a bola morreu caprichosamente em seu canto direito: outro GOLAÇO... Flu 2X1, um placar até certo ponto injusto, pois Juan, em bela jogada individual pela meia-esquerda e Obina, de dentro da área, haviam perdido gols feitos, pouco antes.
Caio trocou ainda Obina pelo argentino Maxi e Toró pelo jovem Eric Flores, enquanto Cuca tirou Conca e pôs mais um jovem, das categorias de base do tricolor, Fernando (o treinador do Flu deveria ter sacado o inoperante Arouca, que marcou mal, errou passes e desperdiçou inúmeros contra-ataques), para segurar o resultado.
Mas ao 44 do segundo tempo, em falha coletiva da defesa tricolor, quando permitiu que o meia Sambueza recebesse livre pela direita, o Flamengo empatou novamente. O argentino levantou a bola na área e Kléberson, absolutamente sozinho, de cabeça, fez 2X2! Na realidade, este placar descrevia melhor o que ocorrera de fato durante os 90 minutos. E foi o resultado final, mesmo.
Em suma, o Fla X Flu foi eletrizante e os deuses do esporte não permitiram que apenas um usufruísse do gozo, em detrimento do outro. Uma pena, porque num Brasileirão onde 70% dos jogos, ou mais, são de má qualidade, uma bela partida como este tradicional clássico poderia ter sido premiada com um 5X5, 6X6, por exemplo, fazendo com que os mais saudosistas lembrassem do apaixonante futebol da época em que se amarrava cachorro com lingüiça (sorry, Big Phill, técnico do Chelsea, pelo humilde colunista aqui lhe parafrasear)!
Próximos jogos de Fla e Flu pelo Campeonato Brasileiro de 2008:
Flamengo: quarta-feira, 03/09, contra o Figueirense (SC), no Orlando Scarpelli
Foi um jogo como nos melhores momentos. Deu até pra relembrar os memoráveis clássicos entre os dois times da década de 80. O Fluminense começou retraído e o Flamengo com mais volume de jogo, imprensando e encontrando em Fernando Henrique uma verdadeira barreira, pegando tudo. Mas foi o Flu que marcou primeiro, num golaço de Conca, de fora da área. Um tirambaço que só ocorreu porque Fábio Luciano rebateu uma bola cruzada para a frente da área... pecado, e neste caso, mortal... Mas o Fla não se entregou e continuou, mostrando um garoto Everton de 18 anos, chamando para si a responsabilidade do jogo. O Fla conseguiu o empate com Marcelinho Paraíba, de cabelos rubronegros, numa jogada onde o goleiro Fernando Henrique pegou 2 chutes seguidos do Toró e num cruzamento, a bola bateu no Marcelinho e nem chegou às redes. Decretado o empate, o jogo continuou com o Flamengo melhor, mas veio outro chute de longe, da meia-direita, dado pelo apoiador Mauricio. A bola descreveu uma curva e o goleiro Bruno fez golpe de vista - sendo vaiado pela sua torcida. Flu 2 x 1 Fla... Mas o Flamengo não desistia e aos 43 minutos do segundo tempo, o outro estreante Sambueza aplicou um drible no Romeu, pela direita do ataque do Mengão e cruzou. A bola passou pela pequena área e Kleberson concluiu de cabeça decretando o empate.
Empate com sabor de vitória para o Fla e sabor de derrota para o Flu, mas considerando a tabela, péssimo para os dois.
A 23ª rodada do Campeonato Brasileiro não foi das mais surpreendentes até aqui.
Não houve qualquer novidade seja no G4 ou na zona de rebaixamento.
Nos clássicos estaduais na Paulicéia desvairada e na Cidade Maravilhosa, o resultado final foi o do empate.
No Morumbi, São Paulo e Santos fizeram um jogo chato, sonolento, muito aquém para uma equipe que pretendia voltar ao G4 e para outra que desejava sair da zona vermelha da tabela.
Melhor placar que o 0 a 0 não poderia existir!
Já no Maracanã, o Fla-Flu foi maravilhoso, bem movimentado, brigado, com opções mil. Um 2 a 2 que poderia ser 3 a 3, 4 a 4 ou 5 a 5, até!
E na Arena da Baixada?
O Palmeiras, enfim, venceu uma fora de casa.
Fez 2 a 1 no Atlético-PR.
Mesmo placar da partida entre Grêmio e Vasco da Gama, no Olímpico.
Já o Internacional, maior rival do Tricolor Gaúcho, foi à Ilha do Retiro, em Pernambuco, e se deu mal contra o Sport Recife: 1 a 0.
No Mineirão, o Cruzeiro ficou no 1 a 1 com o Coritiba, placar que lhe assegurou a terceira colocação na tabela.
E no Canindé, também com o placar de 1 a 1, a Portuguesa permaneceu na liderança dos rebaixáveis, diante do Atlético-MG, num nebuloso centenário!
BOTA E TIMBU: SÍNDROME DE DIEGO HYPÓLITO, BIMBA E MARTA?
Por RICARDO TYMMANN
Esse tal de futebol nos reserva surpresas absurdas, não é mesmo? Realmente, em sã consciência, quando, onde e como o torcedor mais otimista do Timbu que beira o rio Capibaribe imaginaria que seu time pudesse arrancar pontos do Botafogo carioca em pleno Engenhão???? Pois é! Neste sábado, 30 de agosto, a equipe pernambucana empatou em 1X1 com o alvinegro da estrela solitária no Rio de Janeiro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2008.
Num jogo atípico, onde o Fogão massacrou do início ao fim e vencia por um magérrimo 1 a 0 até os 38 minutos do segundo tempo, o Timbu "achou" um golzinho que deu esperanças à sua torcida. Esperanças de que o time nordestino fuja da zona de rebaixamento tão logo e reencontre sua trilha de vitórias, observadas somente no comecinho do atual campeonato.
Como era de se esperar, o Botafogo começou a partida imprensando o Náutico em seu campo de defesa. Os cariocas tocavam a bola, viravam o jogo, se aproximavam do gol nordestino sem que o adversário sequer passasse do meio-campo. Chances eram criadas e desperdiçadas pela linha botafoguense – só o Thiaguinho, lateral improvisado, perdeu dois gols feitos! FEITOS MESMO!
Esporadicamente, o Timbu arriscava uns poucos contra-ataques, mas nada que impressionasse o tranqüilo goleiro Castillo, uruguaio que serve o time de General Severiano.
Lúcio Flávio, que não se trata de um bandido da Falange e nem é (ou foi) amigo de Mariel Mariscot, esbanjava categoria e visão de jogo na distribuição. Rendo-me: esse cara é bom de bola! E pronto! Aliás, esse mesmo Lúcio Flávio protagonizou um dos lances mais bonitos dos últimos 10, 20 anos do futebol brasileiro: em jogada individual, desde a intermediária do campo ofensivo... Bem, não descreverei aqui tal jogada. Vejam a reprise pela TV! Vale a pena! Resumindo, o ótimo meia botafoguense realizou algo que há muito não víamos em nossos campos... Uma lástima sua finalização ter "estourado" na trave esquerda do estupefato goleiro do Náutico, Eduardo.
Ainda assim, Lúcio, após ótima enfiada de bola do volante Túlio, serviu de primeira a Carlos Alberto, que tocou para o gol vazio para fazer Botafogo 1X0 Náutico! JUSTIÇA! O Fogão sobrava.
O Timbu dos Aflitos ainda tentou umas duas vezes, até com algum perigo, mas qualquer resultado que não retratasse a superioridade do Bota no placar seria deveras mentiroso.
Diguinho, um monstro, e Túlio coadjuvavam a aula de futebol demonstrada por Lúcio Flávio. Mas o segundo gol não saía...
Fim do primeiro tempo: Fogão 1X0 e promessa de um espetáculo ainda maior na segunda etapa. A goleada era questão de tempo... E o bom público do Engenhão acreditava nisso piamente.
Desde o começo da segunda etapa, o panorama do jogo pouco foi alterado: o Fogo martelando e o Náutico acuado. Ataques em profusão faziam da partida um treino de 2 toques. Ataque contra defesa. O Timbu representava o doente terminal, com enfisema, ávido por oxigênio. E nada de ar puro. Só dava Botafogo!
Gil acertou a trave dos pernambucanos, Carlos Alberto chutava, Lúcio Flávio tentava e até Diguinho arriscava. Para piorar a saga alvirrubra nordestina, o tresloucado volante Alceu, ex-Palmeiras, fez falta na entrada da área do arqueiro Eduardo e levou o cartão amarelo. Era a segunda punição e o atleta do Timbu foi expulso.
A partir daí, por incrível que pareça, o jogo teve outro desenho: o Bota ainda melhor, bem melhor, diante de sua prepotência, de sua soberba e de seu nervosismo inexplicável, começou a dar espaços para os contra-ataques nordestinos. E Ney Franco, o bom treinador dos cariocas, cometeu seu primeiro grande equívoco na direção alvinegra: tirou Túlio e Gil e colocou o inóquo Zé Carlos e o pançudo atacante argentino Leandro Zárate. Aliás, o que é o Zárate???? O cadeirudo atacante flamenguista Obina, ao ver o rival da estrela solitária, deve ter se sentido um faquir!!!! Que cara GORDO!
Em seu primeiro lance, após uma quadrilzada em um zagueiro alvirrubro, o hermano entrou livre, diante de Eduardo, e se enrolou com a bola. Mais um gol feito perdido pelo Fogão.
O castigo veio a cavalo: depois de uma furada bisonha de André Luís, zagueiro botafoguense, no meio de campo, o atacante do Náutico, Felipe, entrou livre pela direita, driblou Castillo, e tocou para o gol vazio. Numa recuperação maravilhosa, o volante Diguinho deu um carrinho salvador e evitou o gol de empate dos pernambucanos. Entretanto, no escanteio cobrado pela direita, o zagueiro Adriano, numa falha generalizada da retaguarda carioca, desviou de cabeça e acabou empatando o jogo. Uma injustiça deslavada!
O resultado final não retratou o que ocorreu na partida, de fato, mas serve de alerta para os cariocas que, após arrancada magnífica, emperraram em jogos onde mereciam os 3 pontos: contra Vasco e Náutico. O pior é que estes 4 pontos desperdiçados podem fazer muita diferença no final do campeonato.
E uma pergunta não quer calar: terá o Fogão adquirido a síndrome dos atletas brasileiros na última olimpíada? Diego Hypólito, Bimba e Marta são botafoguenses? A pergunta procede, já que o Botafogo entregou pontos e torneios improváveis no ano passado, lembram?
Próximos jogos de Fogão e Timbu no Brasileirão 2008:
Botafogo: sábado, 06/09, contra o Coritiba (PR), no Couto Pereira
Náutico: sábado, 06/09, contra oIpatinga (MG), nos Aflitos
Na opinião de 15 dos 34 internautas que votaram na nossa enquete, o que corresponde a 44,12%, Vanderlei Luxemburgo deveria ser o técnico da Seleção Brasileira no lugar de Dunga.
Na segunda posição, quem aparece é o são-paulino Muricy Ramalho, com 10 votos (29,41%).
Mano Menezes, do Corinthians, foi lembrado por 5 vezes (14,71%).
Já Émerson Leão, sem clube no momento, recebeu 3 votos (8,82%), enquanto Abel Braga, ex-Internacional, teve apenas 1 voto (2,94%).
Dos três jogos que deram início à 23ª rodada do Campeonato Brasileiro dois terminaram empatados.
No Engenhão, o Botafogo saiu na frente, com Carlos Alberto, mas não resistiu à pressão do Náutico, que, aos 38 minutos do segundo tempo, foi às redes com Adriano.
Já no Barradão, em Salvador, o Vitória não saiu do zero com o Ipatinga, o Robin Hood do Brasileiro.
O único vitorioso desta noite de sábado foi o Goiás.
O alviverde goiano derrotou o catarinense Figueirense por 2 a 0, gols de Iarley e Romerito. Escrito por Persio Presotto às 20h38
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BLOG TAMBÉM É PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
Se você tem de 12 a 19 anos não deixe de tomar a vacina Tríplice, contra Rubéola, Sarampo e Caxumba.
E se você tem de 20 a 39 anos, não perca tempo e vá tomar a vacina contra Sarampo e Rubéola.
A campanha para previnir a Rubéola está em vigor desde o dia 9 de agosto e terminará no dia 12 de setembro.
Mesmo que você já tenha se vacinado anos atrás ou já tenha tido a doença, a recomendação é que tome a vacina.
Não podemos esquecer que a Rubéola é uma doença contagiosa, que pode causar problemas sérios, principalmente, nas crianças e nas grávidas.
E que os homens são mais propensos à ela.
Sendo assim, vá ao posto de vacinação próximo da sua casa enquanto é tempo! Escrito por Persio Presotto às 00h12
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Neste final de semana será disputada a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, a 4ª do segundo e decisivo turno.
O Grêmio, líder absoluto, mantém uma diferença de 5 pontos em relação ao Palmeiras, na segunda colocação.
Diferença esta que pode, é claro variar, dependendo dos placares entre Grêmio e Vasco da Gama, no Olímpico, e de Atlético-PR e Palmeiras, na Arena da Baixada, neste domingo.
Mas, neste final de semana, o Brasileirão não ficará concentrado apenas nos dois jogos citados.
Tem clássico paulista e carioca, para animar e trazer à tona o tema da rivalidade regional, nunca, jamais esquecida!
No Morumbi, São Paulo e Santos, o SanSão - ou se preferir, neste caso, SãoSan) é o duelo da vez!
Já no Maracanã, o inenarrável e tão espetacular Flamengo e Fluminense, Fla-Flu, para os íntimos!
Dois clássicos que podem modificar as coisas tanto na parte de cima, como na de baixo, da tabela.
Flamengo e São Paulo, na luta pela recuperação, precisam da vitória para não se distanciar dos líderes e, quem sabe, garantir um lugar ao Sol, rumo à Libertadores de 2009.
Santos e Fluminense, por sua vez, também precisam vencer para se afastar da zona de rebaixamento.
O Flu, há duas rodadas está fora da zona vermelha, ou o G4 maldito como alguns chamam aqueles times que estão na zona de rebaixamento. Mas é só o 15º. Uma derrota pode levá-lo de volta à esta parte indesejável da tabela.
Quanto ao Santos, a situação é um pouco mais complicada...
O certo é que o Tricolor das Laranjeiras e o Peixe realizam uma campanha muito abaixo da esperada, com altos e baixos – na verdade muito mais baixos do que altos.
Situação que incomoda bastante e deixa certa frustração no ar.
Culpa da cartolagem podre que gerencia o nosso futebol há décadas e de "gente" que acredita que torcedor uniformizado é santo!
Sei que não é o momento para chorar o leite derramado, até porque nada foi derramado ainda.
Flu e Santos continuam vivos.
Na UTI, mas vivos!
Mas... caso sejam rebaixados de fato, fica a torcida para que não haja o famigerado tapetão, aquele que trouxe o Fluminense da terceira para a primeira divisão sem precisar passar pela segunda!
Dois jogos movimentaram a quarta-feira de futebol para as equipes brasileiras.
As duas foram pela Copa Sul-Americana.
Eram os jogos de volta da primeira fase.
Quem perdesse, caía fora e ponto final.
No Morumbi, depois de um empate em zero - mesmo placar obtido na Arena da Baixada - a garotada do São Paulo foi para a disputa dos pênaltis contra o Atlético-PR.
Rogério Ceni e Pedro Oldoni não desperdiçaram suas penalidades.
Já Alan Bahia carimbou a trave.
Sorte do Furacão que Vinícius estava em noite inspirada e defendeu duas cobranças: as dos jovens Juninho e Oscar.
Final 4 a 3!
Já no Mineirão, o Botafogo não perdoou o Atlético-MG e impôs um surpreendente 5 a 2, com gols de Lúcio Flávio (2), Carlos Alberto, Jorge Henrique e Leandro Almeida (contra).
Autoridades alertam sobre atraso nas obras para a Copa de 2014
Carlos Padeiro Em São Paulo
Especialistas e autoridades nas áreas de engenharia e arquitetura se reuniram na tarde desta terça-feira, em São Paulo, para discutir como deve ser a preparação do país para receber a Copa do Mundo de 2014, e o consenso foi o seguinte: o Brasil já está atrasado.
Segundo o presidente nacional do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), José Roberto Bernasconi, as cidades candidatas a receberem os jogos do Mundial sequer têm estádios em conformidade com as exigências da Fifa, quanto mais infra-estrutura para acomodar os torcedores.
"Nem o Engenhão, que é novo e foi construído para o Pan de 2007, está em situação perfeita. É uma pérola no meio de um lugar de péssima qualidade", observou Bernasconi.
Ele teme que o país desperdice mais uma oportunidade de investimentos em infra-estrutura. "Não podemos repetir o erro cometido no Pan, quando ocorreu atraso nas obras, mais gastos do que o previsto e não melhorou a cidade. O governo perdeu a oportunidade de passar o Rio de Janeiro a limpo."
O presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho, que afirmou ser o representante da prefeitura e do governo em São Paulo, endossou o discurso. "Estamos atrasados, mas ainda há tempo. A Copa do Mundo é um diferencial que contamina o país inteiro, diferentemente do Pan, da Fórmula 1 e das Olimpíadas, que são realizados em apenas uma cidade. Por isso é importante o governo federal e os ministérios se planejarem".
Carvalho destacou os benefícios financeiros que o Brasil vai ter com a realização do Mundial e usou como parâmetro a Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Segundo o presidente da SP Turismo, foram 18 milhões de espectadores no país europeu. "Se tivermos 15 milhões de visitantes e considerarmos que cada um vai gastar US$ 1,5 mil, dá para ter uma idéia de quanto a economia brasileira vai ganhar."
"Trata-se da promoção do país, um sinônimo de oportunidade que pode mudar muita coisa na história. Não só em estádios, mas em educação, infra-estrutura, agenda ambiental... O Rio tentou no Pan e não conseguiu porque se pautou de forma errada", finalizou Carvalho.
Convidado para o debate, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, não compareceu ao evento.
DO BLOG DO JUCA - http://blogdojuca.blog.uol.com.br/
Orlando Silva , a farsa
Por JUCA KFOURI
Orlando Silva foi o cantor das multidões, como se sabe.
O ministro do Esporte, seu homônimo, é o enganador das maultidões.
O "Globo" publica hoje duas declarações dele.
A primeira, sensata, óbvia.
A segunda, cretina, pois retoma a lógica da Guerra Fria.
Diz Orlando Silva, o enganador: "É importante fixar metas para saber o quanto que o Brasil terá de investir".
Clap, clap, clap, porque Carlos Nuzman, o presidente do COBRE, não quer saber de prestar contas, avaliações etc. Só quer cobrar mais grana.
Aí, no entanto, vem a conclusão, digna de um idiota da objetividade, para citar Nelson Rodrigues:
"Acredito também que devemos valorizar mais as modalidades individuais, como as lutas e o levantamento de peso, por exemplo, que concentram um grande número de medalhas".
Enquanto o cartola quer grana, grana e grana, o enganador quer medalha, medalha e medalha, como se fosse esta a missão de um ministro do Esporte num país como o Brasil.
E, pior, daqui a pouco ele pedirá que nossos atletas troquem o futebol, o vôlei, a natação, o atletismo, por halterofilismo etc.
Político do PCdoB que um dia trocou a China pela Albânia e parece querer voltar atrás, nem sabe ele que o próprio ministro do Esporte chinês, reconheceu que o modelo esportivo dos Estados Unidos é superior, mesmo tendo ficado em segundo lugar, porque contempla os esportes mais nobres.
E nós, no Brasil, não devemos nem seguir o modelo chinês baseado em disciplina militar e voltado para quebrar recordes nem o estadounidense, porque temos antes um milhão de carências para cuidar e sem investimento na massificação do esporte nada mudará.
Mas, é claro, não será com políticos como Orlando Silva, que faz o cantor das multidões se revirar no túmulo. Escrito por Persio Presotto às 20h50
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HARMONIA
Na vida, assim como na música, precisamos de harmonia.
E na edição deste mês do HARMONIA do Blog do PP, deixo vocês com o "Céu de Santo Amaro", música de Caetano Veloso e Flávio Venturini, que foi tema da novela "Cabocla", da Rede Globo.
O HARMONIA está à esquerda da tela, abaixo do RECORDAR É VIVER.
PUBLICADO NA FOLHA DE S.PAULO, NO CADERNO "DINHEIRO", DESTE DOMINGO
A fantasia da decepção olímpica
Por VINÍCIUS TORRES FREIRE
FIASCO olímpico. É o que diz a decepção amargurada desses dias em que outra vez se frustra nosso sonho juvenil de "potência emergente". Mesmo o espírito mais leve das nossas piadas autodepreciativas não esconde a raiva da privação do desejo insatisfeito ("Quando a gente não é o melhor, a gente avacalha", dizia o "Bandido da Luz Vermelha" de Rogério Sganzerla).
Mas por que desejamos nos enganar? Nem se entre em complexidades a respeito da dúbia relevância do sucesso esportivo ou da perversão nacionalista. A dúvida é sobre o motivo do desejo de falsear a realidade (os atletas até foram bastante bem).
Sucesso no esporte depende de riqueza, saúde, educação e pretensão política de supremacia internacional. Ou é propaganda de regime totalitário, que falsifica a vida precária de seus cidadãos por meio de vitórias decorrentes de recrutamento e treino militar de atletas, quando não da adulteração direta de resultados (muito recorde esportivo data ainda do final da Guerra Fria, quando soviéticos e americanos se dopavam de montão). Enfim, tradição cultural e competitiva também conta.
Para que nossa "riqueza" por pessoa fosse parecida com a da Itália, a população do Brasil não poderia passar de 36 milhões. Algo assim como a de Argentina ou Canadá, uns 40% menor que a de Itália, França ou Reino Unido. Nossos resultados esportivos são compatíveis com esse índice "população-renda". Mas isso é brincadeira aritmética. Somos pobres ainda em saúde, igualdade social e eficiência no uso de recursos.
O Brasil não é saudável nem educado. Fica pelo 70º lugar no IDH, ranking de qualidade de vida (saúde, educação e renda). No quadro de medalhas (ranking meio fajuto), ficamos entre 20º e 30º. Para melhorar de imediato, teríamos de falsear a realidade. Gastar em esporte de alto nível (ou, talvez inútil, na bandalheira de alto nível das obras para a "Olimpíada é nossa"), enquanto faltam creche, esgoto e escola infantil.
Considerem os nossos sucessos. O vôlei. Dependeu da riqueza do ABC e do interior paulistas, do bem-estar social da região Sul, do patrocínio de empresas privadas, do bom nível educacional de dirigentes, comissões técnicas e atletas (vide a gente horrorosa da cúpula do futebol).
O judô se massificou por meio da classe média paulista. Mas tal massificação dependeu mais de gosto e competência do que de infra-estrutura (como caras piscinas e equipamentos para atletismo e ginastas).
Mas já há bom dinheiro público no esporte, de estatais e isenção de impostos. A maioria dos dirigentes, porém, é tosca, há dinastias mafiosas em federações e, para variar, a prestação de contas é escassa. Enfim, somos competitivos? Deixe-se de lado o "caráter nacional" ou o "complexo de vira-latas". Não temos é competição. O país é tão desigual que a competição de alto nível é, desculpem, baixa. Vide o "terrível funil do vestibular", as "dezenas" de candidatos por vaga. Os candidatos reais são os poucos que têm boa escola. Mesmo esses vão mal em testes internacionais. Em geral, estudantes ricos levam a vida na flauta, pois competem por vagas universitárias com colegas de escolas deploráveis.
Compare-se a vida tranqüila de um colegial de classe média alta, o que acaba nas USPs, com a de um garoto alemão ou americano, que tem de gramar e competir à vera por boas escolas. Por excesso de injustiça, entre outros fatores, nos falta massa crítica em educação e saúde.
Em Copas ou em Olimpíadas, vivemos a euforia angustiada de gente insegura ou bipolar, que sofre com a frustração da certeza mítica ou marqueteira de vitória. Mítica: desvinculada das idéias de esforço e de disciplina do aperfeiçoamento, mentalidade que é um tipo de ignorância e um reflexo do menosprezo do mérito e da igualdade de oportunidades.
Um primeiro tempo morno. Muita marcação, consequentemente, muitos passes errados. Os goleiros não trabalharam... os laterais, de ambos os times não se aventuraram... assim fica difícil jogar (e ver) futebo