Não era o objetivo do Real Madrid vender jogadores, pois
não precisamos de dinheiro, mas por razões de índole humana e
desportiva, decidimos que era o melhor
RAMÓN CALDERÓN,
presidente do Real Madrid, sobre a saída do meia Robinho, que pretendia ir
para o Chelsea e acabou no Manchester City
O PIOR ENTRE OS MELHORES
Ricardo Terra Teixeira, o Imperador da CBF, aparece na 21a. posição em uma eleição organizada pela revista TIME, dos Estados Unidos, na qual o tema em discussão é sobre qual o melhor dirigente esportivo.
Se na zona de rebaixamento há movimentação, no G4 não poderia ser diferente.
O Grêmio, agora pouco, venceu o Cruzeiro, por 1 a 0, no Olímpico, em Porto Alegre, num jogo de 6 pontos, entre o segundo e o terceiro colocado.
O Flamengo, que jogará amanhã, no Maracanã, contra o Vitória, da Bahia, ainda é o líder isolado do campeonato, com 26 pontos.
O Tricolor Gaúcho, com o bom resultado desta noite, chegou aos 25 pontos, "roubando" a vice-liderança da Raposa, que soma 24.
Se a equipe baiana derrotar o Mengo neste domingo - coisa que não é impossível de acontecer - a 14ª rodada terá início, no meio de semana, em total equilíbrio. Escrito por Persio Presotto às 21h16
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FLU, FORA; IPATINGA, NO MEIO; SANTOS, LANTERNA
A zona de rebaixamento está em ebulição, nesta 13a. rodada de Campeonato Brasileiro.
O Fluminense, com um gol de Thiago Neves, aos 39 minutos do segundo tempo, derrotou o Figueirense, no Maracanã e, pela primeira vez em 12 rodadas, não está mais entre os rebaixáveis.
O Tricolor das Laranjeiras agora é o 16º, com 12 pontos e uma vitória a mais que o Atlético-MG (3 a 2), que tem o mesmo número de pontos e foi "promovido" provisoriamente para a zona do rebaixamento.
(Vale lembrar que o Galo joga amanhã, às 18h10, no Mineirão, contra o Coritiba).
Quem ainda continua na área indesejada, é o Ipatinga, que, no Ipatingão, goleou a Portuguesa por 4 a 1, com dois gols de Rodriguinho.
Resultado que levou o time mineiro aos 10 pontos, na 19ª colocação e deixou o Santos na lanterna, com apenas 8.
Santos que, neste domingo, joga na Vila Belmiro contra o Sport Recife, atual Campeão da Copa do Brasil, e que recusou sabiamente o pedido de demissão do técnico Cuca, ainda sem vencer no Brasileiro. Escrito por Persio Presotto às 20h44
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CORINTHIANS PERDE A INVENCIBILIDADE, MAS AINDA LIDERA A SÉRIE B DO BRASILEIRO
A partida entre Corinthians e Bahia, no Pacaembu, pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, não foi das mais empolgantes.
Deu sono até!
Herrera e Acosta, a dupla de ataque corintiana, não mostrou o porquê de ser escalada.
O goleiro Felipe, acostumado a enfrentar o Bahia, por já ter jogado no Vitória, cometeu uma falha bisonha no lance do gol marcado por Elias, aos 9 minutos, naquela que foi a única oportunidade criada durante a primeira etapa.
Já no segundo tempo, a coisa ficou ainda pior.
O Bahia não deu um único chute a gol.
E o Corinthians dependeu unicamente dos lampeijos de Douglas, que entrou a 1 minuto do segundo tempo, no lugar de Lulinha.
É bom lembrar que o Corinthians não pôde contar para este jogo com o zagueiro Chicão (por ter levado o terceiro cartão amarelo) e, também, com Dentinho, expulso contra o Santo André.
Mas isso tudo serviu para mostrar que o Corinthians, a exemplo do que disse Mano Menezes, não é um time imbatível.
Sabe-se que os times do eixo Rio-São Paulo são os que têm mais visibilidade. E quando um desses times é o atual líder do Brasileirão qualquer adversário que seja de outro estado se torna invisível.
Além de líder, o Flamengo não havia perdido nenhuma partida fora de casa, razão pela qual, não faltaram previsões sobre o resultado do jogo de ontem, no Couto Pereira.
Previsões estas, é claro, a favor do clube carioca. Mas a torcida Coxa Branca não se deixou abalar e compareceu em peso ao estádio - quase 35 mil pessoas.
O Flamengo jogou bem, teve posse de bola, arriscou várias vezes ao gol e quando finalmente este saiu, foi do Coritiba. Gol de Rodrigo Mancha, que garantiu a vitória alviverde por 1 a 0.
Os 3 pontos conquistados pelo Coxa, além de evitar uma disparada do Rubronegro da Gávea, no que se refere à pontuação, ofertou a possibilidade de um equilíbrio maior entre os que estão no chamado G4, dando a chance do Cruzeiro, atual vice-líder, roubar o lugar flamenguista, já na próxima rodada, no caso de um novo tropeço da equipe carioca.
***
Para os Fanáticos torcedores do Atlético-PR, agora, mais importante que torcer pelas vitórias do Furacão, é torcer para a saída de Roberto Fernandes. Há quem diga que o técnico é o principal responsável pela queda do time no Campeonato Brasileiro.
*** Hoje à noite, na Boca do Jacaré, em Taguatinga, tem Brasiliense e Paraná Clube, pela 12ª rodada da Série B do Brasileiro.
Os paranistas estão em 16º lugar, com 11 pontos, muito próximos da zona de rebaixamento.
Os Campeões Estaduais do Paraná e do Rio de Janeiro, Coritiba e Flamengo, fizeram um joguinho apenas razoável nesta quinta-feira, 17 de julho, no Couto Pereira, em Curitiba, pelo Brasileirão 2008. Talvez tenha sido a peleja menos interessante desta 12ª rodada.
Exatamente por serem os campeões regionais de seus respectivos Estados, um estádio lotado de torcedores do Coxa e de alguns flamenguistas, além daquelesadeptos dos pay-per-views da vida, das televisões abertas, das rádios etc esperavam uma partida mais técnica. Afinal de contas, tratavam-se do líder do Campeonato Brasileiro e de um dos grandes do Paraná. Com o atenuante de que ambos vêm cumprindo campanhas muito boas, principalmente os cariocas.
Do início do jogo até os 15 minutos do primeiro tempo, aproximadamente, a impressão era a de que o embate se dava no Maracanã, tal a desenvoltura com que o Flamengo tocava a bola e chegava ao gol de Édson Bastos. O Coritiba tinha dificuldades de passar do meio-campo e, quando o fazia, utilizava o artifício da ligação-direta. Ou seja, a bola era batida às cegas para frente e voltava com muita rapidez, sempre dominada pelos bons meias e alas Rubro-Negros. Era como se um tenista treinasse suas batidas e rebatidas numa parede.
Entretanto, num golpe de sorte, em um das poucas estocadas dos paranaenses nesse início de jogo, o volante Rodrigo Mancha arriscou um chute de fora da área, pela meia-direita, a bola desviou na zaga do Mengão e enganou Buno. Coxa 1X0!
A partir daí, a partida ficou bem chatinha: muita pegada no meio-campo, com poucas chances de gol para os dois lados. A exceção foi uma jogada de bola parada na lateral da grande área: falta cobrada para Juan, ala do Fla, que, numa desatenção absurda da defesa do Coritiba, invadiu e cruzou rasteiro para o meio da pequena área. O volante Jaílton, meio sem querer, de calcanhar desviou a bola à direita do arqueiro do Coxa.
A bem da verdade, não faltou transpiração aos 22 atletas em campo, mas sim inspiração. Alguns jogadores, diante da mediocridade (ao contrário do que pensam, medíocre advém de mediano) apresentada, conseguiram algum destaque, casos de Marlon e Felipe, pelo Coxa, e Jonathas e Juan, pelo Mengo.
Ainda assim, neste primeiro tempo o Flamengo manteve o controle do jogo, com mais posse de bola e mais chegadas às proximidades do gol adversário.
Esperávamos, todos, um segundo tempo mais dinâmico, com jogadas mais incisivas, mas o que se viu foi uma lentidão, de ambas as partes, de dar cãimbras nos olhos.
O retrato do primeiro tempo era pintado novamente em cores vivas, e as tentativas dos jogadores não davam em nada. O Mengo manteve mais posse de bola e o Coxa saía em contra-ataques inodoros e indolores a Fabio Luciano e a Dininho, que entrou no lugar de Ronaldo Angelim, machucado. Marlon continuava a ser o jogador mais lúcido do Coritiba.
A primeira grande emoção do segundo tempo foi a saída do atacante Keirrison para a entrada de Cadu. Se Dorival Júnior, técnico do Coxa, tiver a mínima habilidade em leitura labial, ao ver os tapes da partida deixará o jogador de castigo por um bom tempo. O menino falou poucas e boas, entredentes.
A segunda, se deu no lance mais polêmico do jogo: em jogada pela direita, o ataque do Coxa cruzou a bola para a área e Jaílton cortou com a mão. O juiz mandou seguir.
Uma cobrança de falta do goleiro Bruno, da entrada da área do Coritiba, poderia ter se tornado a terceira emoção da etapa complementar da partida, mas o goleirão isolou a bola sobre o gol de Édson Bastos.
A partida caminhava para a vitória do Coxa, que provava, de fato, competência dentro de seu campo, onde está invicto neste Brasileirão. Mas por pouco o Fla não chegou ao empate: aos 37 minutos, aconteceu a terceira (e última) grande emoção do segundo tempo: Obina, que entrara no lugar do inofensivo Diego Tardelli, fez o goleirão Édson Bastos operar um verdadeiro milagre. Numa canhotaça de primeira e à queima-roupa, da marca do pênalti, em ótima enfiada de bola de Jonathas, o artilheiro do quadril largo fez o arqueiro se esticar todo e fazer uma defesa espetacular, espalmando a corner.
Deste lance em diante houve apenas mais um chute cá, outro acolá, sem maiores problemas para as defesas. O jogo se arrastou até o apito final do árbitro, decretando a segunda derrota do Rubro-Negro carioca no Campeonato Brasileiro: Coxa 1X0. Mesmo voltando da Capital paranaense sem somar pontos, o Mengão manteve-se líder isolado do Brasileirão e o Coritiba subiu para o décimo lugar.
A grande baixa do Flamengo para o próximo jogo foi o terceiro cartão amarelo de Juan, que vem se destacando na maioria das partidas do time carioca. Contudo, a verdadeira baixa do Mengão, e que tem de ser resolvida por sua Diretoria rapidamente, é a falta de criatividade do meio-campo. Com as saídas de Renato Augusto e Marcinho, o setor se sente órfão de visão e antevisão de jogadas, de talento. O Íbson, apesar de muito bom jogador, não pode ser o encarregado, ou o único encarregado pela criação do Rubro-Negro. Ratificando, o clube dispõe de bons meias, bons volantes, mas...
Quanto ao Coxa, caramba, que falta faz o Pedro Ken nessa "meiuca", hein?!?!?! Na ocasião em que esse rapaz voltar ao time, ao lado de Carlinhos Paraíba e Marlon, os três, juntos, podem se tornar o diferencial para que a equipe paranaense mantenha a boa campanha neste Brasileiro e, quem sabe, possa alçar vôos mais longínquos.
Próximos jogos de Coritiba e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro:
Coritiba: domingo, 20/07/08, contra o Atlético MG, no Mineirão
Flamengo: domingo, 20/07/08, contra o Vitória, no Maracanã
COXA DERROTA O FLAMENGO, VASCO EMPATA E O COLORADO VENCE!
Perder para o Coritiba no Couto Pereira não era algo impossível, como de fato não foi, para o Flamengo, ontem a noite, no desfecho da 12ª rodada do Brasileiro.
A partida foi bastante disputada no primeiro tempo, período em que o Flamengo iniciou melhor mas foi surpreendido, aos 17 minutos, com o gol de Rodrigo Mancha, num chute dado de fora da área que desviou em Fábio Luciano e venceu o goleiro Bruno.
Quase 35 mil torcedores foram ao Couto Pereira para apoiar o Coxa Branca, agora na 10ª colocação com 17 pontos.
O Mengo teve a grande chance do empate, ainda no primeiro tempo, aos 34 minutos, quando Juan, dentro da área, pela esquerda, cruzou para Souza, de cabeça, mandar a bola rente à trave.
Mas a noite não era Robronegra e sim alviverde.
Em São Januário, o Vasco da Gama teve de suar a camisa diante do Goiás, no empate em 1 a 1, com o gol salvador de Luizão aos 46 minutos do segundo tempo.
Placar que garante à equipe cruz-maltina a 11ª colocação, com 15 pontos.
Já no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, o Internacionol derrotou o Atlético-MG, por 1 a 0, gol de Nilmar, logo aos 6 minutos de jogo. Escrito por Persio Presotto às 12h15
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SOBRE OS OUTROS JOGOS DA NOITE DE QUARTA, PELA 12a. RODADA
No Mineirão, o Cruzeiro derrotou o Atlético-PR no chamado "suspiro final", com gol de Elicarlos, aos 40 minutos do segundo tempo.
Gol e placar que garantiram à Raposa a vice-liderança do Brasileiro, com 24 pontos, dois a frente do Grêmio, com 22.
Por falar no Tricolor Gaúcho, foi necessário apenas meio tempo para que a equipe azul, preta e branca empatasse em 2 a 2 com o Sport Recife, na Ilha do Retiro, em Pernambuco.
Já no Engenhão, o Botafogo não teve trabalho para golear o Ipatinga, atual lanterna do Campeonato, com 7 pontos, por 4 a 0.
A 12a. rodada do Brasileirão será encerrada nesta noite, com a realização de mais três partidas.
No Couto Pereira ocorrerá a mais chamativa delas, entre Coritiba e Flamengo.
Flamengo que quer se garantir na liderança a todo custo!
Em Porto Alegre, no Gigante da Beira-Rio, tem Internacional e Atlético-MG.
O Palmeiras, você pôde ver no belo texto, publicado abaixo, assinado por Ricardo Tymmann, novo colaborador do Blog do PP, derrotou o Fluminense por 3 a 1, com dois gols de Kléber.
3 a 1 também foi o placar no Barradão, onde o Vitória foi surpreendido pelo São Paulo de Hugo, Dagoberto e Eder Luís.
E o Santos?
O que dizer dele?
No Orlando Scarpelli, foi goleado classicamente, pelo Figueirense, por 3 a 0, e continua na zona do rebaixamento, para o desconsolo de seus torcedores e do técnico Cuca, já em clima de despedida.
Já no Canindé, em São Paulo, a Portuguesa, mais uma vez, atuou como uma "ladra de pontos", ao derrotar o Náutico, de virada, por 3 a 2. Escrito por Persio Presotto às 13h28
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PALMEIRAS E FLU: O GRAVATINHA CONTRA O BOLEIRO
Por RICARDO TYMMANN
O Fluminense, ainda curtindo a fossa da derrocada na Libertadores da América, saiu do Rio de Janeiro para enfrentar o Palmeiras, no Palestra Itália, nesta quarta-feira, 16 de julho, com alguma esperança de conquistar pontos e deixar as últimas colocações do Campeonato Brasileiro de 2008.
Diante dos dois últimos resultados, no Maracanã, contra Atlético-PR e Vitória-BA, quando conquistou boas vitórias por 3X0 e 2X1, respectivamente, o torcedor do Tricolor carioca considerou possível uma vitória sobre o Palmeiras em seus domínios, apesar da escrita de 7 anos sem vitórias sobre o rival ? escritas existem para serem quebradas. Os palmeirenses, ao contrário, não sabiam o que eram vitórias há 3 rodadas no Brasileirão.
Considerado pelos especialistas como o grande jogo da rodada, teoria que se confirmou somente no primeiro tempo, Palmeiras e Fluminense tinham em seus bancos de reservas duas das personalidades mais polêmicas do futebol brasileiro atual: Vanderlei Luxemburgo pelo lado paulistano e Renato Portaluppi Gaúcho, pelo carioca. Seria o duelo de dois bons amigos fora do campo, apesar de não serem contemporâneos quando jogadores, e que, acima de tudo, carregam estigmas bastante explorados pela imprensa brasileira. O primeiro, o "gravatinha", é acusado de mau perdedor, que sempre culpa a alguém ou a alguma coisa diante de uma derrota; e o segundo, o "boleiro", tem a pecha de ser falador, "marrento" (termo da moda no Brasil) e que não assumiu definitivamente suas responsabilidades como treinador, líder, se dirigindo aos microfones como um jogador em atividade, apenas se preocupando em promover o espetáculo.
Com sua força máxima, o Flu tinha um plano de jogo bem definido para alcançar os objetivos: jogar bem fechadinho, lá atrás, para conter o Verdão paulista nos quinze, vinte minutos iniciais, e sair em rápidos contra-ataques, contando com seu meio-campo criativo para municiar os atacantes Washington e Dodô.
Inicialmente, este plano de jogo funcionou bem e, surpreendentemente, o Fluminense encontrava alguns espaços. Tanto assim que a primeira grande chance de gol no jogo, logo no comecinho, foi de Dodô, que aplicou um drible desconcertante em Gladstone, zagueiro do Palmeiras, dentro da área, e finalizou fraco, nas mãos de Marcos.
A partida, em seu primeiro tempo, transcorreu com um maior volume de jogo do Palmeiras, mas as chegadas mais perigosas ao gol do adversário eram do Tricolor.
Um dos pontos fortes do Fluzão, o sistema defensivo, funcionava a contento, não dando muitos espaços aos atacantes Kleber e Denílson, do Palmeiras, que, por sua vez, realizava suas melhores jogadas quando a bola passava pelos pés de Diego Souza, Valdivia e do surpreendente Sandro Silva, primeiro volante que praticamente estreava no Verdão e substituía o titular Pierre, suspenso. Este rapaz defendeu, atacou, cobriu, chutou, enfim, foi o grande destaque do jogo durante os 90 minutos.
Dos trinta minutos do primeiro tempo em diante, o Palmeiras forçou um pouco mais e, numa jogada despretensiosa, pela direita, Denílson, marcado por Júnior César, cruzou para a área e Kleber desviou a bola levemente, batendo o goleiro Fernando Henrique. O detalhe é que o atacante Kleber estava marcado por Thiago Silva e Rafael, e ainda assim conseguiu tocar a bola para o fundo da rede.
Como vinha fazendo nos jogos da Libertadores, o Fluminense não deu tempo de os torcedores palmeirenses comemorarem. Quatro minutos depois do gol adversário, Washington desviou de cabeça um cruzamento de Thiago Neves da direita. Gol do Flu. Aliás, este gol saiu daquela jogadinha manjada e bem treinada nas Laranjeiras (?) ou em Xerém: falta em um dos lados do campo, Thiago ou Conca jogam na área e um dos bons cabeceadores do Flu manda para as redes. O 1X1 era mais justo, naquele momento do jogo.
Ao apagar da luzes do primeiro tempo, Washington fez boa jogada na intermediária verde e enfiou uma bola açucarada para Dodô, que perdeu a passada diante de Marcos e permitiu a chegada da zaga palmeirense.
Realmente, que ótimo jogo de futebol esses primeiros quarenta e cinco minutos de Palmeiras e Fluminense.
Quando tudo levava a crer que no segundo tempo teríamos mais quarenta e cinco minutos de bom futebol, o Palmeiras, logo aos 3 minutos, fez seu segundo gol.
Novamente em jogada pelo flanco, desta feita o esquerdo, o bom lateral palmeirense Leandro colocou a bola na cabeça de Kleber. Fernando Henrique titubeou... Gol! O que se viu, daí em diante, foi um massacre paulista. Parecia ataque contra defesa.
A defesa do Flu se desacertou, o bom meio-campo carioca, outro ponto forte do time, e que já não havia realizado um primeiro tempo de esplendor, parou e a bola não chegou mais aos atacantes Washington e Dodô, que pareciam mais Robson Crusoé e sua famosa cabra (segundo as más línguas, bode) perdidos numa grande ilha deserta.
O velho e habilidoso Denílson, dos tempos de São Paulo, em início de carreira, bem escalado pela direita do ataque palmeirense, apesar de canhoto, deitava e rolava em cima dos famintos marcadores Tricolores, assim como o lateral Leandro, que desfilava pela esquerda. E, claro, o tal Sandro Silva voava. Talvez até com mais desenvoltura que no primeiro tempo. O meia Diego Souza chegou livre, diante de Fernando Henrique, por duas vezes e não fuzilou o goleiro pelo simples fato de serem amigos, desde a base do Flu, no Vale das Laranjeiras, em Xerém.
A marcação do Palmeiras se mostrou implacável e cada vez que um jogador do Flu dominava uma bola, dois palmeirenses chegavam dando o bote. Em suma, o Verdão se mostrou mais compacto entre seus setores e não deu qualquer chance ao Fluzão.
O terceiro gol palmeirense até que tardou a sair. Devido àquela blitzkrieg terrestre, o time paulista já poderia ter feito o terceiro, o quarto, enfim... Em jogada novamente pela esquerda, Leandro levou Rafael no bate-rebate, ganhou de Darío Conca na corrida e rolou para Maicossuel, que acabara de entrar no lugar de Denílson, empurrar para o gol vazio. Se fazia justiça!
O grande destaque carioca no segundo tempo foi o goleiro Fernando Henrique, que ainda praticou algumas defesas difíceis e evitou uma goleada histórica do Palmeiras sobre o Flu. No final, Palmeiras 3X1 foi lucro para o time da Cidade Maravilhosa.
A se destacar ainda, a grande atuação do árbitro gaúcho Leandro Vuaden, muito bem ciceroneado por seus auxiliares, igualmente do Rio Grande do Sul.
Próximos jogos de Verdão e Fluzão no Campeonato Brasileiro de 2008:
Palmeiras: domingo, 20/07/08, no Serra Dourada, contra o Goiás
Fluminense: sábado, 19/07/08, no Maracanã, contra o Figueirense
Nesta noite serão disputados sete jogos pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Desses, quatro merecem destaque.
Na Ilha do Retiro, em Pernambuco, o Sport Recife terá pela frente o Grêmio, atual terceiro colocado.
Não é segredo para ninguém que o Leão do Norte dificulta, e muito, a vida daqueles que o desafiam na "La Bombonera Pernambucana".
Mas o Grêmio não quer perder a chance de se aproximar, na pontuação, do líder Flamengo, continuando assim no G4.
No Mineirão, terá Cruzeiro e Atlético-PR.
A Raposa é a vice-líder do Brasileiro, com os mesmos 21 pontos do Grêmio, mas com maior número de gols marcados: 19 a 16.
Já o Furacão, na 13ª posição, não tem chances de voar muito alto, ao menos nesta rodada.
Mas, evidente, pode complicar a vida do Cruzeiro....
No Palestra Itália ocorrerá, acredito eu, o jogo mais importante desta quarta-feira de futebol: Palmeiras e Fluminense.
O alviverde, querendo retornar ao G4, não poderá bobear diante do Tricolor das Laranjeiras, com a missão de abandonar, pela primeira vez em 11 rodadas já disputadas, a zona do rebaixamento.
E em Salvador, no Barradão, o Vitória recebe o São Paulo.
O Rubronegro Baiano é o 4º na tabela.
Já o Tricolor paulista, na cola do Palmeiras, com 17 pontos, não vai querer facilitar em nada a vida do time baiano, mesmo que longe de seus domínios. Escrito por Persio Presotto às 12h54
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À BRASILEIRA
Ronaldinho Gaúcho, enfim, acertou sua transferência para o Milan, da Itália e de Silvio Berlusconi.
O valor da negociação realizada com o Barcelona, da Espanha, foi o de 21 milhões de Euros.
Bastante animado, o jogador promete, além da sua técnica, empenho total.
Que seja!
No Milan, ele terá a companhia de Kaká, Alexandre Pato e do outro Ronaldo.
É praticamente o meio de campo e ataque da Seleção Brasileira.
E o drama da seleção olímpica continua... Desta vez é o anúncio da não liberação do jogador Diego pelo Werder Bremen. O clube alemão se nega a disponibilizar o jogador e alega que, afora os períodos das chamadas datas-Fifa, não há nada firmado que o obrigue a ceder o atleta.
Pouco antes da proibição do Werder, a Fifa havia distribuído uma nota na qual afirmava que os jogadores com idade abaixo dos 23 anos deveriam ser obrigatoriamente liberados para a competição e a confusão mais uma vez está instalada.
No mês passado foi a vez da novela Kaká. Dunga disse que queria o atleta e muita gente desconfiou, então Kaká disse que queria participar da olimpíada e mais gente ainda desconfiou. Mas aí o Milan barrou e como Kaká já passou dos 23 anos, a novela acabou por aí. Os capítulos para o zagueiro Juan também já acabaram e ele não conseguiu a liberação do Roma. Confesso que estes dois farão mais falta que Diego caso a Fifa não faça valer sua determinação.
Não sabemos ainda como a seleção olímpica vai se comportar, mas não é difícil de imaginar que, com a falta de um bom preparo, contar com a presença de Kaká seria uma grande ajuda. Juan também fará falta (com o perdão do trocadilho, pois fazer faltas nos 90 minutos não é muito a praia dele), não necessariamente porque não temos outros bons defensores com idade olímpica, mas porque além do seualtíssimo nível o zagueiro tem a experiência de já ter participado de uma copa do mundo.
Vamos ver no que dá a novela Ronaldinho... Será que o Milan, novíssimo clube do jogador irá liberar ao menos o Gaucho? Desconfio que esta história vai ser longa com direito a vale a pena ver de novo!
A verdade é que a cada dia fica mais difícil para os jogadores, mesmo os de primeiríssima linha, terem total controle de seu destino e de seus sonhos como atletas. Escrito por Persio Presotto às 12h02
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O "FICO" DE CAIO JR
9 de janeiro de 1822. Os portugueses pretendiam transformar o Brasil novamente em colônia e exigiam o retorno imediato de D.Pedro de Alcântara, nosso Imperador.
D.Pedro, no entanto, contrariou as ordens de Portugal e declarou: Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico!
A frase em questão, eternizada e presente nos livros de História, deu início a um conflito direto com os lusos, de modo a provocar a ruptura dos laços com a Monarquia Portuguesa e, ao mesmo tempo, fazer enxergar a necessidade de se proclamar a Independência o quanto antes.
Tudo o que está escrito acima foi para destacar a atitude e cumprimentar o técnico do Flamengo, Caio Jr, que recusou uma proposta milionária do futebol do Qatar, dizendo que ficaria no Mengo e de lá não sairia.
Ninguém forçou ou obrigou Caio Jr a recusar a proposta. Ele agiu desta forma por saber que está no meio de um trabalho promissor e que seria no mínimo incoerente abandoná-lo agora.
Trata-se, portanto, de alguém com princípios, ética e responsabilidade, que não se impressiona à toa, mesmo sabendo que amanhã ou depois poderá deixar o Rubronegro no caso de obter resultados indesejáveis aos olhos da direção do clube.
Mas, mesmo que Caio Jr vá embora, por desejo da Diretoria e não por aceitar os petrodólares do Qatar, mercado não lhe faltaria.
É um homem e um técnico de confiança, alguém que merece respeito e sabe o que faz! Escrito por Persio Presotto às 18h52
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Esta foi a opinião de 65% dos internautas que participaram da nossa enquete, cujo tema em questão era se o Corinthians seria ou não campeão invicto na Série B do Campeonato Brasileiro. Escrito por Persio Presotto às 23h20
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PUBLICADO NO BLOG DO JUCA KFOURI
Briga de comadres
Ataque anônimo
O ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), quer saber quem é o responsável por e-mails contra ele que andam lotando as caixas de pessoas ligadas ao meio esportivo. Silva já pediu até a ajuda da Polícia Federal para esclarecer o enigma. O ministro, porém, tem uma desconfiança. Segundo pessoas ligadas a ele, Silva acha que quem está por trás das críticas é seu antecessor no Ministério, Agnelo Queiroz, que deixou recentemente o PCdoB e se filiou ao PT.
O Flamengo provou, mais uma vez, que é candidatíssimo ao título brasileiro, salvo alguma intempérie pelo caminho. Seu time está muito bem armado, conta com um bom elento e com um técnico que soube manter o que estava bom com Joel Santana e melhrorou uma ou outra coisinha que precisava de ajuste fino. Os jogadores aceitaram bem o novo comandante e assim, Caio Junior, vem mantendo o time rubronegro na liderança do Brasileirão, com méritos.
O jogo contra o Vasco - o primeiro clássico da era Dinamite - não foi como nos tempos dele e do Zico. O jogo até que poderia ser mais duro se não fosse um pênalti imbecil e infantil (não encontrei adjetivo pior) que a defesa do Vasco cometeu em Juan logo no início do jogo. Convertido pelo Ibson, o Flamengo tocou a bola e administrou o jogo sem sofrer grandes perigos por parte de um Vasco defensivo por demais, em campo, apesar de contar com três atacantes, o que provou mais uma vez que não é o número de atacantes que torna o time mais ou menos ofensivo, e sim com quantos o time chega à frente.
Parabéns ao Flamengo, líder por merecimento e o Vasco que se cuide para não ir, junto com o Botafogo, disputar "para não cair"...
O público compareceu em bom número na Arena da Baixada para apoiar o Atlético-PR contra o Internacional! E para essa partida em Curitiba, o técnico Roberto Fernandes apostou no esquema 3-5-2, com os jovens volantes Douglas Maia e Chico entrando na equipe.
O primeiro tempo começou e terminou sem gols. Segundo o atacante Alan Bahia, estava difícil para sair da forte marcação imposta pelo Inter, mas, ao mesmo tempo, sobrava confiança de que o Furacão abriria o marcador no segundo tempo.
E Alan Bahia sabia o que estava dizendo. Foi ele quem marcou, aos 13 minutos, em cobrança de pênalti, o primeiro gol na partida.
Pênalti este que não existiu, diga-se!
Em desvantagem no placar, o Internacional saiu para o ataque tentando o sonhado gol de empate.
O meia Alex criou boas oportunidades de gol. O goleiro Galatto evitou muitas dessas chances, menos aquela, aos 36 minutos, numa cobrança de escanteio em que Índio mandou a bola para a rede!
E assim terminou o jogo em Curitiba: Atlético PR 1 x 1 Intenacional.
***
O Rubronegro paranaense ainda não se pronunciou sobre as especulações de que estaria interessado no passe do atacante uruguaio Recoba. O boato forte mesmo que gira em torno do Furacão é a possível demissão do técnico Roberto Fernandes devido ao fraco desempenho do time desde que assumiu. Se isso realmente acontecer o substituto deverá preparar o Atlético-PR já para o próximo compromisso, quarta-feira contra o Cruzeiro no Mineirão. Escrito por Persio Presotto às 19h58
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MUITO TRABALHO PARA NEI FRANCO
Por VALTER BERNAT
É de irritar o mais fanático torcedor a atuação do time (?) do Botafogo no segundo tempo do jogo contra o Santos.
O Botafogo dominou o primeiro tempo, onde conseguiu fazer dois gols e ainda perder outros dois ou três. è certo que o Santos também perdeu duas oportunidades claríssimas com um tal de Lima (brincadeira).
No segundo tempo, não sei se orientação do técnico ou não, o Botafogo recuou e mesmo tempo Zé Carlos e Jorge Henrique "mortinhos" em campo, o técnico só substituiu Zé Carlos por... por... Vanderley (???´). É aquele mesmo que foi dispensado pelo Atlético e que o Botafogo iria mandar pro Brasiliense e o Ney Franco resolveu lhe dar mais uma chance... O Botafogo trouxe o Santos para cima dele, mesmo sabendo que sua defesa com Renato Silva (que padrinho esse cara tem no Botafogo???) e André Luís é fraquíssima...
Se vocês observarem, depois que o Cuca botou o Kleber Pereira (que não sei pq estava na reserva), a defesa do Botafogo não ganhou mais uma bola de cabeça.
Numa falha do Renato Silva (pra variar) e noutra do Tulio que ficou esperando a marcação de um impedimento que se houve (e a Globo mostrou que houve) foi de centímetros, isentando o bandeirinha e culpando o jogador do Botafogo que não pode confiar em assistentes.
Resultado: 2 x 2, depois de 2 x 0 no primeiro tempo... é derrota para o Botafogo e mérito para o Santos, especialmente para o Cuca, que consertou a besteira que fez deixando o Kléber Pereira no banco para jogar o tal de Lima, que é brincadeira...