Eu joguei em 2006 em Caracas, na Venezuela, pela
Libertadores, quando o Rogério estava servindo
à Seleção Brasileira. Com certeza o jogo de
Libertadores é um jogo especial
BOSCO, goleiro do São Paulo, que, hoje, enfrenta o
Independiente de Medelín, na Colômbia, no lugar do capitão Rogério Ceni
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Festa tensa e molhada no Pacaembu
Por JUCA KFOURI
Era para ser um jogo só de festa.
Mas não foi, embora também tenha tido festa.
Começa que na festa de São Jorge, São Pedro mandou ver.
O que choveu uma hora antes de o jogo começar foi coisa que sirva.
E nem bem o jogo começou, aos 3 minutos, Herrera fez 1 a 0, só para variar e para a festa começar.
Verdade que o Avaí empatou em seguida, dois minutos depois, para o Pacaembu, lotado com mais de 36 mil torcedores, nem ligar.
Só que aí o jogo esquentou, com pegadas desnecessárias dos dois lados e alguns belos lances.
Aos 37, Herrera, outra vez, botou o Timão na frente.
Tudo ficou dentro dos conformes até os 11 minutos do segundo tempo, quando explodiu uma briga que redundou em quatro expulsões, Morais e Elias, do lado paulista, e Batista e Marquinhos do lado catarinense.
Não precisava, sem dúvida.
André Santos ampliou batendo falta, em falha do goleiro Eduardo Martini, aos 29, e Marcus Winicius diminuiu 10 minutos depois, em falha de Felipe.
Chicão ainda foi expulso no fim e os titulares do Corinthians terminaram o ano com apenas oito no gramado.
O Corinthians chegou ao seu 85o. ponto, com 25 vitórias, 10 empates e duas derrotas, 79 gols marcados e 27 sofridos antes de enfrentar o América pela última rodada, mas com os reservas.
A torcida gritou "é campeão!" na entrega da taça, como gritou, também, o óbvio: "obrigação!".
E o Barueri, que não tinha tal obrigação, também subiu, ao golear exatamente o América, por 3 a 0.
Sobem, portanto, três paulistas, só um deles com torcida, a segunda do país, por sinal.
Tem uma coisa que há muito me incomoda e preciso dizer: detesto, não vejo qualquer sentido nesses feriados "comerciais" e "tapa-buracos" criados de tempo em tempo.
Quanto aos dias “comerciais”, dia dos pais, das mães e das crianças, por exemplo, são ótimos para os comerciantes, que oferecem mundos e fundos e dão descontos a torto e direito. Mas, por outro lado, são datas ímpares para nos deixar neuróticos, pela dificuldade existente para se conseguir reserva em um restaurante, para transitar de carro pela cidade ou comprar o presente na data em si. Definitivamente não dá!
Quanto aos dias "tapa-buracos", vejamos... Na última quinta-feira, 20 de novembro, foi comemorado o "Dia da Consciência Negra". Nada contra, mas nada a favor também. E que não me venha o moralista de plantão dizer que sou preconceituoso, pois não é o caso.
Queira ou não, essa de "homenagear" raça "a" ou "b" com uma data própria é preconceito puro.
Por que somente os negros merecem um dia próprio?
Alguém lá no fundo ergue a mão e responde: pela dívida social existente, devido ao período da escravidão.
Tá... Quer dizer então que, agora, que os negros foram lembrados e homenageados com uma data só deles, a dívida foi paga?
E a cota universitária para os negros?
Desculpe o leitor pela franqueza, mas isso soa tão falso quanto uma nota de 3 Reais. É o mesmo que dizer: "hoje, dia 20 de novembro, é o seu dia, nos demais 364 ou 365, que se dane!". "Já que você é rejeitado socialmente, estipulamos uma porcentagem aceitável para garantir sua vaga na faculdade e não haver protesto por isso".
Cada cabeça uma sentença, já diria o outro. Para mim, tanto a data comemorativa quanto as cotas universitárias são apologia ao racismo.
E digo mais: não acredito que algum negro se sinta incluído socialmente no que diz respeito às cotas, uma vez que esta é uma determinação, imposição do Governo.
Os negros, assim como os brancos, os amarelos... devem ser respeitados pelo que são e como são, não por uma "ordem" ou por questão de caridade, por uma dívida que não pode ser avaliada financeiramente.
Enquanto a mentalidade não for mudada, o preconceito e o racismo sobreviverão sem a chance de um dia acabar.
Não consigo crer, ainda, nos 6 a 2 da Seleção Brasileira frente à de Portugal, no Bezerrão, em Brasília.
O que foi aquilo, afinal?
O time do Dunga, ENFIM, jogou futebol, realizou uma boa apresentação em território nacional.
Não houve vaia, nem gritos de "burro" ou "Fora Dunga!".
É verdade que, no início da partida, com o gol de Danny, aos 4 minutos, gelei.
Pensei: hoje vai ser mais um dia daqueles...
Quebrei a cara!
Que maravilha!
Ao menos uma vez na vida fico satisfeito por errar.
E Luís Fabiano?
Esse não erra, não perdoa, manda pra rede.
Da mesma forma que Elano, Adriano e Maicon, diga-se.
Já Cristiano Ronaldo, cotadíssimo a melhor do mundo, não fez nada em campo.
E o técnico Dunga ergueu os braços ao céu, para agradecer o milagre.
Agora, Seleção, só em fevereiro, contra a Tetracampeã Itália, em campo neutro... Escrito por Persio Presotto às 20h05
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DUELO DE GIGANTES
Por CLARA ALBUQUERQUE
“Duelo de Gigantes”
Direção: Arthur Penn
Ano: 1976
País: Estados Unidos
Gênero: Western
Título Original: The Missouri Breaks
Que fique bem claro, o duelo de gigantes é entre Kaká e Cristiano Ronaldo. Dois dos maiores jogadores da atualidade. O atual melhor jogador do mundo e o provável novo eleito para o “cargo”.
Nos últimos dois jogos Portugal levou a melhor, vencendo por 2x1 em 2003 e por 2x0 em 2007. Em 2003, ainda no São Paulo, Kaká foi convocado, mas cortado logo depois por uma contusão e Cristiano Ronaldo então com 18 anos não era ainda “o” Cristiano Ronaldo e também não jogou. Em 2007, ambos convocados e em campo, o português levou a melhor. Na atual situação da seleção brasileira, fica difícil fazer alguma previsão para o jogo desta quarta feira. Podemos esperar de uma atuação perto do vexame a um quase espetáculo.
E o que falar de Dunga? O técnico continua com seu eterno mau humor, agora acusando a imprensa de estar plantando informações de que este é o seu ultimo jogo no comando da seleção. Fato ou não, a insatisfação é geral. E a atitude não ajuda!
Se era para ser xará de um anãozinho da Branca de Neve, mais adequado seria ser chamado de Zangado!
O comercial na televisão começa com a moça dizendo assim: "Você não pode perder o vestibular da Faculdade Santa Rita!" O motivo? Desconto na taxa de inscrição.
Até onde eu entendo, não podemos perder chances de entrar em uma faculdade porque ela tem qualidade, é bem conceituada, tem estrutura e professores bons. Roupas, eu até devo comprar porque estão com desconto. Laptops, perfumes, etc.
É, caiu de vez o disfarce, foi-se embora o último quê de bom senso: educação virou comércio e ponto. Rendeu-se às leis mais banais da concorrência de mercado.
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Surpresa na festa dos melhores do ano
Por JUCA KFOURI
A festa dos melhores do Brasileirão promovida pela CBF, no dia 8 de dezembro, no Rio, guarda uma surpresa, ou um mistério.
O mistério: da lista dos seis técnicos indicados, da qual sairão os três finalistas, não consta o nome de Muricy Ramalho, vencedor das três últimas edições.
A surpresa: há quem garanta que ele será anunciado como novo técnico da Seleção Brasileira, razão pela qual seria declarado hors concours.
Os seis nomes da lista são, por ordem alfabética: Adilson Batista, Caio Júnior, Celso Roth, Dorival Júnior, Vagner Mancini e Vanderlei Luxemburgo. Escrito por Persio Presotto às 17h54
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35ª RODADA
São Paulo e Grêmio: a luta continua!
Por PERSIO PRESOTTO
A lição de casa mais uma vez foi feita! São Paulo e Grêmio, que duelam pelo título do Campeonato Brasileiro, venceram seus jogos em casa.
No Morumbi, o Tricolor paulista não teve dificuldade para fazer 3 a 1 no Figueirense e assegurar a liderança isolada com 68 pontos. Já no Olímpico, o Tricolor Gaúcho venceu o Coritiba por 2 a 1, com gols de Tcheco e Alê (contra), garantindo a segunda colocação com 66.
Se os Tricolores têm motivos para sorrir, palmeirenses e cruzeirenses, não.
Porco e Raposa iniciaram a 35ª rodada com 61 pontos cada. E terminaram na mesma.
O Cruzeiro, nos Aflitos, em Pernambuco, foi goleado pelo Náutico, por 5 a 2. Partida que não tive a oportunidade de acompanhar, mas fiquei chocado ao saber o placar.
O Palmeiras, por sua vez, foi ao Maracanã e também acabou goleado, pelo Flamengo, por 5 a 2. Esse eu vi.
O Rubronegro da Gávea mostrou rapidez, objetividade na construção das jogadas e na finalização, ao contrário do Palmeiras, bastante lento e previsível.
No setor defensivo, o alviverde deixou evidente a sua fragilidade.
O lance chave foi o quinto gol, marcado por Kléberson.
Nunca que imaginei presenciar tamanha tranqüilidade.
Kléberson ficou livre, dentro da área, tendo tempo suficiente para correr ao encontro da bola, dominá-la, olhar para o gol e mandá-la para as redes, sem que ninguém - eu disse ninguém - esboçasse alguma reação...
Feliz do Flamengo que realizou uma partida impecável e agora é o 3º, com 63 pontos.
Isso sem falar em Caio Jr., que manifestou o desejo de ouvir a torcida Rubronegra gritar o seu nome e teve o pedido atendido, com merecimento, quando a goleada já estava estabelecida e o jogo se aproximava do fim.
Quanto ao Palmeiras, fica a esperança de que não haja um novo vexame com a participação de 'torcedores', como o que ocorreu no sábado, quando o técnico Vanderlei Luxemburgo foi agredido no aeroporto de Congonhas por um grupelho de engravatados uniformizados, durante o embarque para o Rio de Janeiro.
A fase, definitivamente, não é boa para o Palmeiras.
É preciso ter a cabeça no lugar e inteligência para lidar com a crise.
Por mais que seja dito que o Brasileirão deste ano é extremamente equilibrado, não há como negar o fato de que o encerramento está muito próximo.
E é com base nisso que muitos dos sérios candidatos ao título não têm esse favoritismo todo rodada após rodada.
Ontem foi a vez do Cruzeiro ficar mais distante da taça ao ser goleado pelo Náutico, nos Aflitos, em Pernambuco, por 5 a 2.
Com 61 pontos, as chances da Raposa são mínimas.
Talvez se o Palmeiras ficar no empate com o Flamengo hoje à tarde, no Maracanã, e o São Paulo, assim como o Grêmio, perderem seus jogos, em casa, diante do Figueirense e do Coritiba, respectivamente.
Mas ficar na aposta de possíveis fracassos de Palmeiras, São Paulo e Grêmio é o mesmo que dar tiro no escuro.
Independente do placar no Maracanã, o problema para os cruzeireirenses é a dupla Tricolor.
Qualquer um dos dois que vencer, aumenta a distância, deixando ainda mais difícil o sonho cruzeirense de erguer o título. Escrito por Persio Presotto às 12h31
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