TELENOVELA/A SAPATADA

Sapatada ou sifu? Eis a questão

Por PERSIO PRESOTTO

Não acompanhei absolutamente nada do noticiário esportivo de uma semana pra cá! Com o final do Campeonato Brasileiro optei por me desligar um pouco e acompanhar, pelo menos por um momento, outros casos e assuntos.

Aos noveleiros, em especial aos que acompanham "A Favorita", de João Emanoel Carneiro, deixo minha indignação e solidariedade pela morte de Gonçalo (Mauro Mendonça).

A cena da morte do velho empresário, dono do Grupo Fontini, foi maravilhosa no que diz respeito à dramaturgia e, ao mesmo tempo, aterrorizante, capaz de nos deixar revoltados e com vontade de mandar a Flora sifu!

Enquanto assistia as cenas - completamente estarrecido - com dó do pobre homem já no chão, totalmente entregue, passei mal com a alegria, o deboche de Flora (Patrícia Pillar). Tive de tomar uns três copos d´água para voltar ao normal. Fiquei bastante chocado com o modo que tudo se desenrolou!

No que se refere às novelas, não sou tão garoto assim, acompanhei, por exemplo, a cruel Odete Roitman, de Beatriz Segall, em "Vale Tudo", nos anos 80. E quer saber? Hoje, vendo a Flora, de Patrícia Pillar, acho a Odete uma aprendiz de vilã. Até a Nazaré, de Renata Sorrah, em "Senhora do Destino", fica no chinelo.

E por falar em chinelo, a Flora bem que podia ser George Walker Bush um dia para levar uma sapatada! Mas, ao contrário do que aconteceu no Iraque, o jornalista - Zé Bob, de Carmo dalla Vecchia - que atirar o sapato não poderá errar!

Terá de acertar em cheio, bem nas fuças da vilã!

Tá aí, sem querer, acabo de ter uma idéia de enquete para este Mandando Pra Rede: O que você faria com a Flora - atirava o sapato ou mandava sifu?

O final, você decide, a partir de hoje, no MPR...

Bom Natal a todos!

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