Eu joguei em 2006 em Caracas, na Venezuela, pela
Libertadores, quando o Rogério estava servindo
à Seleção Brasileira. Com certeza o jogo de
Libertadores é um jogo especial
BOSCO, goleiro do São Paulo, que, hoje, enfrenta o
Independiente de Medelín, na Colômbia, no lugar do capitão Rogério Ceni
TELENOVELA/A SAPATADA
Sapatada ou sifu? Eis a questão
Por PERSIO PRESOTTO
Não acompanhei absolutamente nada do noticiário esportivo de uma semana pra cá! Com o final do Campeonato Brasileiro optei por me desligar um pouco e acompanhar, pelo menos por um momento, outros casos e assuntos.
Aos noveleiros, em especial aos que acompanham "A Favorita", de João Emanoel Carneiro, deixo minha indignação e solidariedade pela morte de Gonçalo (Mauro Mendonça).
A cena da morte do velho empresário, dono do Grupo Fontini, foi maravilhosa no que diz respeito à dramaturgia e, ao mesmo tempo, aterrorizante, capaz de nos deixar revoltados e com vontade de mandar a Flora sifu!
Enquanto assistia as cenas - completamente estarrecido - com dó do pobre homem já no chão, totalmente entregue, passei mal com a alegria, o deboche de Flora (Patrícia Pillar). Tive de tomar uns três copos d´água para voltar ao normal. Fiquei bastante chocado com o modo que tudo se desenrolou!
No que se refere às novelas, não sou tão garoto assim, acompanhei, por exemplo, a cruel Odete Roitman, de Beatriz Segall, em "Vale Tudo", nos anos 80. E quer saber? Hoje, vendo a Flora, de Patrícia Pillar, acho a Odete uma aprendiz de vilã. Até a Nazaré, de Renata Sorrah, em "Senhora do Destino", fica no chinelo.
E por falar em chinelo, a Flora bem que podia ser George Walker Bush um dia para levar uma sapatada! Mas, ao contrário do que aconteceu no Iraque, o jornalista - Zé Bob, de Carmo dalla Vecchia - que atirar o sapato não poderá errar!
Terá de acertar em cheio, bem nas fuças da vilã!
Tá aí, sem querer, acabo de ter uma idéia de enquete para este Mandando Pra Rede: O que você faria com a Flora - atirava o sapato ou mandava sifu?
Não, talentos não nos faltam, basta ver o Kaká, o Cielo, a Maurren, a Fofão, o Giba. Só faltam valores
A MELHOR imagem do Brasil em 2008 é a pior imagem do Brasil em 2008: a imagem do roubo de mantimentos enviados para socorrer os flagelados de Santa Catarina.
Até então, quem sabe, a melhor imagem era a de César Cielo emocionado no lugar mais alto do pódio em Pequim. Ou a de Maurren Maggi, na mesma altura. A das meninas do vôlei também era forte candidata, por tudo o que significava de virada, assim como a da saltadora. Mas não.
Nada mais revelador da alma brasileira do que aquele pessoal surrupiando o fruto da generosidade de alguns em proveito próprio. E, não tenha dúvida, na complexidade da alma brasileira, alguns dos larápios seriam também capazes de fazer doações para serem apropriadas por outros semelhantes. Ora, afinal, pensou um deles, "este tênis aqui é bacana demais para dar para um desabrigado que está precisando mesmo é de uma galocha".
Já o outro achou que "esta camisa é muito elegante para quem não tem nem onde morar e dá pena pensar em vê-la toda amarfanhada. Nem vai durar...". Mais ou menos como achar legal ganhar um jogo com gol de mão, em impedimento e no último minuto.
Ou não se importar que as pessoas se perpetuem no poder, ainda mais se fizerem algo de bom, mesmo que roubem. Porque fazem, né não? Pois não é que neste país se assiste num ano ao escândalo do Pan-2007 e se aplaude a candidatura olímpica na temporada seguinte? Até se bajula a filha do cartola que virou cartolinha para fazer a Copa do Mundo com o nosso dinheiro!
Talvez por isso a melhor frase do esporte nacional em 2008 tenha ficado praticamente inédita até hoje, dita, em Pequim mesmo, pelo jornalista Roberto Salim, da ESPN Brasil, ao ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.: "Você envergonha a sua raça, o seu partido, o esporte brasileiro e todos os que acreditaram em você".
Porque também são raros os brasileiros capazes de externar sua indignação com tamanha clareza. A regra é ficar inconformado com o que houve em Santa Catarina, mas fechar os olhos quando em troca de um privilégio, seja de que ordem for, algo que os meios de comunicação também fazem.
Tanto que, por exemplo, Dunga apanha mais por suas qualidades do que por seus defeitos, embora tenha trocado algumas delas para sobreviver na função. E que ninguém imagine que aqui esteja sendo feita a apologia do brasileiro perfeito, ou do homem perfeito, porque certas ilusões, nestas alturas, não cabem mais.
Apenas se constata que de nada adiantam surtos de indignação quando a prática diária é a de empulhação. A de levar vantagem. A de mentir. De se juntar com quem não presta para se dar bem, porque o mundo é assim mesmo. A de querer o cara no time, não para casar com a filha. Só que esses caras são tão envolventes em sua falta de compromissos morais que terminam se casando com as filhas dos espertos e acabam por fazer um país. Um país de Macunaímas.
Pausa Só saindo em férias. Até 22 de janeiro. E boas-festas!
DE ALBERTO MURRAY NETO - http://albertomurray.wordpress.com/
E-Mail Enviado Aos Quatro Senadores do PMDB Que Retiraram As Suas Assinaturas da CMPI do Esporte Olímpico Brasileiro. Nós Vamos Vencer Se Cada Um Fizer A Sua Parte. O Senado Federal Há De Ouvir O Clamor Do Verdadeiro Esporte.
Dezembro 20, 2008
De: Alberto Murray Neto Enviada: sex 19/12/2008 16:19 Para: neutodeconto@senador.gov.br; vladir.raupp@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br Cc: cristovam@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; joaopedro@enador.gov.br; zambiasi@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; Juca Kfouri; Mariana Lajolo; Marcelo Gomes - ESPN Brasil; jcruzz@uol.com.br; raugusto@folhasp.com.br; Eduardo Ohata Assunto: CPMI do Esporte Olímpico do Brasil
São Paulo, 18 de dezembro de 2.008
Aos Ilmos, Srs.
Senador Neuto de Conto; Senador Valdir Raupp; Senador Mão Santa; e Senador José Maranhão
Exmos. Srs. Senadores,
A grande imprensa anunciou, hoje, nas rádios, blog, websites, televisões e jornais que V. Sas. retiraram as suas respectivas assinaturas do requerimento de instalação da CMPI que tratará de esclarecer os repasses de verbas públicas pelo Ministério do Esporte ao Comitê Olímpico Brasileiro. Assim como vários brasileiros, Atletas, dirigentes, técnicos e pessoas preocupdas com o trato que se dá ao dinheiro público no Brasil, eu sou mais um a lamentar a inexplicável atitude de Vvs. Exas.
Divulgou-se, por exemplo, que o Senador Valdir Raupp, a pedido do Senador Dornelles, do Rio de Janeiro, retirou a sua assinatura porque "havia assinado o requerimento sem lê-lo" . Não acredito que um homem eleito pelo povo para ocupar uma das cadeiras mais importantes do Parlamento Nacional, assine coisas sem ler, no exercício de seu nobre mandato.
No ciclo olímpico de 2.004 a 2.008, o Estado injetou no Comitê Olímpico Brasileiro, somando as estatais, cerca de R$ 1,2 Bilhão. Vide as contas exatas no website Contas Abertas, desse Senado Federal. A maior parte desse dinheiro, ao que parece, foi gasta sem licitação pública, ao contrário do que determina, claramente, o Decreto 5.139/2004, que regulamenta a Lei Piva. Isso deu ensejo à instauração de um procedimento investigatório pelo Ministério Público Federal, através da Portaria Nº 39/2.008
Como se não bastasse, o Tribunal de Contas da União ("TCU"), fez um Relatório seguido de Voto, que ataca de maneira inapelável as contas dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro 2.007, cujo super faturamento atingiu 1.000% (hum mil por cento). Sim,, 1.000% (hum mil por cento) de dinheiro nosso.
Ademais, diariamente se lê e ouve na imprensa a insatisfação do povo brasileiro da comunidade esportiva do nosso País, dos pobres Atletas, inclusive os Olímpicos, com a falta de prestação de contas da verba que, quase semanalmente, tem sido repassada do Governo Federal ao Comitê Olímpico Brasileiro para a realização de festividades e outro eventos relacionados à candidatura olimpica Rio 2.016. Somente na semana passada foram cerca de R$ 5 milhões, em dois Convênios assinados entre o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasiliro, essencialmente para pagar empreas de consultoria no Brasil e no exterior e para custear uma festa chamada Brasil Olímpico, que custou mais de R$ 1,7 milhões aos cofres do povo. E, aparentemente, há contratações alta monta, de equipes de consultoria no exterior (empresa EKS, na Suíça) e outros itens. A Fundação Getúlio Vargas, no Brasil, conforme apurei, também foi contratada sem licitação pública.
O argumento de que a CPMI irá atrapalhar a candidatura Rio 2.016 é falacioso. Não irá atrapalhar em absolutamente nada. Aliás, com conhecimento de causa, posso afiançar que o que mata a candidatura Rio 2.016 é a sua própria administração falha. É uma candidatura autofágica. Eu tomarei o cuidado de informar oficialmente ao Presidente do Comitê Internacional Olímpico, Dr. Jacques Rogge, do andamento da questão da CPMI que se faz necessária no esporte olímpico do Brasil, assim como o tenho mantido informado de rigorosamente tudo que se passa, em realidade, com as coisas do esporte olímpico brasileiro.
O Senador Mão Santa esteve na audiência pública no dia 02 de dezembro de 2.008, na qual tive a honra de participar como um dos oradores. O Ilustre Senador presenciou a falta de respeito com que o COB tratou aquela Audiência e essse Senador Federal, no momento em que o presidente da entidade retirou-se do recinto após sua fala, dando de ombros para a importância do evento, alegando ter outro compromisso inadiável para atender.
Da mesma forma, o Senador Mão Santa aproveitou seu tempo para esculachar o esporte brasileiro nas escolas e de um modo geral. Por isso, seria correto que o Senador, que tanto criticou, à luz da televisão, os rumos do esporte olímpico brasileiro, mantivesse a sua coerência nesse momento tão importante da vida nacional e não retirasse sua assinatura do tal requerimento.
A brava bancada do PMDB, que durante anos a fio foi o sustentáculo da democraca em nosso País, nos anos duríssimos da ditadura militar, não pode, em respeito à sua própria história e à memória de Ulysses Silveira Guimarães outros grandes nomes que por lá passaram, ceder à pressão de lobistas mau intencionados, ou deixar-se levar por argumentos falaciosos.
O povo brasileiro e a comunidade desportiva do Brasil precisa dessa CPMI para esclarecer vários ponto até hoje mal explicados. Estamos falando de muito, mas muito dinheiro público, cuja contra-partida não há por parte de quem o recebe.
Como falei na audiência pública nesse Senado Federal, vamos ficar alertas, parar com projetos megalômanos e com a construção superfaturada (como claramente escreve o TCU) de "elefantes brancos". Vamos investir no esporte educacional. Senão, em outubro de 2.009, estaremos falando em Rio 2.020, como se as pessoas fossem imortais e com mais, mas muito mais dinheiro público jorrando nos cofres dos mesmos.
Esta é a hora de propor uma grande mudança no esporte olímpico brasileiro.
Respeitosamente.
Alberto Murray Neto - Advogado - OAB/SP Nº 104.300; - Diretor da Organização Não Governamental Sylvio de Magalhães Padilha pela ética e transparência do esporte; - Árbitro da Corte Arbitral do Esporte, em Lausanne, na Suíça; e - Membro da Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro