PUBLICADA NO MPR, DIA 9 DE FEVEREIRO

A volta da camisa 9

Por PERSIO PRESOTTO

Na década de 60, quando o Santos da Era Pelé entrava em campo, todos sabiam que a camisa 10 era a do Rei e a 9, de Coutinho.

Em 70, embora vestisse a 10 no Cruzeiro, Tostão era o 9 da Seleção Brasileira. E que 9!
 
Já na década de 80, havia uma legião de craques camisas 9, que eram centroavantes por excelência. Casagrande, no Corinthians, Careca, no São Paulo, Serginho Chulapa no Santos...
 
Nos anos 90, quem não se lembra do matador Evair, o 9 do Palmeiras?
 
Jogador raçudo, determinado que tinha verdadeiro prazer em estufar as redes adversárias.
 
O tempo passou e "o" camisa 9, assim como "o" 10, entrou em extinção no futebol brasileiro.
 
Não havia um matador, um definidor, alguém que marcasse os gols, independente da dificuldade que era enfrentada.
 
Pra nossa sorte esse calvário chegou ao fim.
 
Em pleno Século 21 o Brasil volta a ter um verdadeiro exército de camisas 9.
 
No São Paulo, tem Washington, no Palmeiras, Keirrison, no Santos, Kléber Pereira e no Corinthians, Ronaldo(?).
 
Washington, Keirrison e Kléber Pereira, só pra lembrar, foram os artilheiros do Campeonato Brasileiro de 2008, com 21 gols cada.
 
E no Paulistinha de 2009, até o desfecho da 6ª rodada, os três somam 4 gols.
 
Ronaldo, em recuperação, tem fama de artilheiro.
 
Ao menos foi assim quando defendeu o Cruzeiro, o PSV da Holanda, o Barcelona e a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão.
 
E essa prova dos nove não acaba aqui, em São Paulo.
 
Há Obina, no Flamengo, Alex Mineiro, no Grêmio, Nilmar, no Internacional.
 
Tudo jogador de primeira linhagem.
 
Gente que entusiasma o torcedor e nos provoca um raro sorriso ao final de cada partida.


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